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Dor no joelho? NÃO TOME REMÉDIOS!

A dor no joelho é uma das queixas mais frequentes no consultório médico ortopédico especializado em cirurgia do joelho. O uso indiscriminado de analgésicos são uma das principais causas de cronificação do quadro clínico. Lesões da cartilagem estão entre as causas de dor mais comuns.

E o que isso tem a ver com os remédios?

Bem, é simples, vou explicar: As articulações do nosso corpo são revestidas por centenas de milhares de receptores de dor que são responsáveis por proteger as estruturas internas fazendo uma espécie de regulação entre a sobrecarga e a intensidade máxima que cada uma pode suportar. Ao tomar qualquer tipo de analgésico o indivíduo ameniza ou até mesmo “desliga” a resposta desses sensores, muitas vezes exigindo um “trabalho” do joelho para o qual ele agora não está mais “protegido” o que pode acarretar em uma piora do quadro clínico e, em alguns casos, tornar uma lesão simples em uma lesão cirúrgica.

E o que pode acontecer comigo?

As lesões de cartilagem ou Condromalácia indicam haver algum grau de dano à cartilagem do joelho. A Cartilagem é um tecido com características únicas, capaz de dar forma e fazer com que os ossos deslizem em perfeita sincronia, uns sobre os outros. O tecido cartilaginoso funciona, portanto como um revestimento das superfícies ósseas do joelho, impedindo o atrito entre elas e também absorvendo o impacto que geramos quando nos movimentamos.

Qualquer dano a esta cartilagem pode causar estalos (crepitações), dor, perda de movimento, aumento de volume por acúmulo de líquido dentro do joelho e, em casos mais severos, levar a um desgaste definitivo conhecido como osteoartrose do joelho.

O sintoma mais comum da condromalácia em sua fase inicial são as crepitações, principalmente em atividades como subir ou descer escadas, agachamentos, dor pode surgir ao levantar-se após longo período sentado com os joelhos flexionados e que pode melhorar com o movimento.

Acredita-se que a lesão da cartilagem articular pode ser causada por múltiplos fatores. Dentre os mais comuns destacamos o sobrepeso, desequilíbrio muscular, prática inadequada de atividades esportivas como corridas, bicicleta, aulas de academia, sem a divida orientação, que envolvem saltos, aumentando a carga sobre os joelhos sem a devida preparação do aluno para estas atividades tais como o crossfit.

Outras causas para a condromalácia são doenças congênitas, displasias ou mau alinhamento dos joelhos, além de causas traumáticas como acidentes com entorses ou traumas diretos nos joelhos.

E o que eu devo fazer?

A melhor maneira de resolver o problema é agendar uma consulta com um ortopedista, de preferência especializado em ortopedia do joelho, para que ele avalie de maneira minuciosa a história da dor, fatores de piora e/ou de melhora, doenças ou traumas relacionados, faça um exame físico detalhado e, caso seja necessário, peça exames adequados para cada caso.

Por fim, a resposta ao tratamento conservador (fisioterapia, perda de peso...) geralmente é boa, não sendo necessário na maioria das vezes o tratamento cirúrgico. No que diz respeito ao tratamento cirúrgico, a técnica mais comumente utilizada é a artroscopia do joelho, que é uma cirurgia minimamente invasiva, com um pós-operatório menos doloroso e que permite a realização de diversos procedimentos de reparação da cartilagem lesada.

A prevenção da condromalácia é a melhor maneira de prolongar a vida do seu joelho e promover uma qualidade de vida saudável e sem dor. Portanto antes de iniciar qualquer tipo de atividade física procure seu médico ortopedista.